O fim das férias chegou. Não preciso nem dizer que estou absolutamente decepcionada com a minha própria preguiça e inutilidade, mas tenho algo a dizer em minha defesa: estou feliz pois fiz novos amigos. E olha que isso de fazer amigos para mim é coisa nova mesmo, de dois anos pra cá. Antes eu só ficava em casa olhando o teto, lendo e vendo filmes. Agora tenho pessoas para olhar o teto comigo.
Eu tinha um aqui, outro ali, e sempre existiram os amigos emprestados dos outros: do irmão, do namorado, amigos dos amigos, mas faltava alguma coisa, sabe? Agora não falta nada. E é por isso que estou feliz: porque apesar de não ter exercitado nada, criado nada, essas foram com certeza as melhores férias que já tive. Porque existem pessoas para quem eu não preciso fazer coisas bem para que gostem de mim, só gostam mesmo. Assim, de graça.