Sexta-feira, Setembro 26, 2008

Notícias da semana

Hoje eu passei a manhã trabalhando com aquarela e estou começando a ver algum resultado. A professora Lourdes até falou comigo. Isso porque quando seu trabalho é horrível ela prefere ficar calada para não acabar com todas as suas esperanças. Então fiquei feliz por ela ter dito que gostou de um dos trabalhos, apesar de ela ter perguntado se era abstrato (e não era...). Afinal eu estou conseguindo alguns resultados, ainda não é um chuchu.

Agora à noite eu gastei dinheiro. Claro que não era meu, era do meu irmão trabalhador. O problema é que eu gastei mais do que ele ganha de bolsa por mofar um mês nos laboratórios da COPPE. Claro que a minha mãe não vai se incomodar em pagar porque tudo teve um ótimo motivo e são coisas que eu vou usar por anos e tal... ...mas não tenho o costume de gastar tanto dinheiro de uma vez só. Agora já foi.

Ah, domindo passado meu pai comprou para mim o Fun Home. Ele cismou de ir almoçar na barra e depois entrar numa livraria "maravilhosa". Aí insistiu para que eu escolhesse alguma coisa e eu acabei encontrando essa graphic novel que eu tanto queria. Claro que foi mais caro do que seria na saraiva, mas fazer o quê se ele fez questão? Para não dizer que a tal livraria não tinha nada de diferente, lá tem a segunda parte de Black Hole, que até agora não vi em nenhum outro lugar. Pretendo voltar lá um dia para comprar isso.

Fora isso a vida vai bem.
Beijo.

Sexta-feira, Setembro 19, 2008

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah

Ok, tenho duas semanas para fazer oito composições que prestem variando entre pastel seco, oleoso e aquarela. Ainda tenho que estudar harmonia, matéria na qual meu desempenho é uma tristeza, e estudar desesperadamente o Magnificat de Bach que cantarei com o coro no fim do mês que vem de cor. Ah, e eu não contei com os trabalhos de adereço e metodologia visual e nem mencionei as músicas das aulas de canto e piano...

Principais problemas: eu sou horrível em aquarela. Tudo bem, já que o que dizem é que só depois de fazer umas quarenta e oito é que se consegue algum resultado, o problema é que não tenho tempo de fazer quarenta e oito... Eu consegui um resultado bom trabalhando com pastel seco, o único problema é a minha lerdeza (eita problema velho...). O oleoso não sei bem, fabriquei alguns aqui em casa em parceria com o Murilo e o Julio mas não testei ainda.

Comecei hoje a estudar pelo livro de harmonia do Ian Guest, que pega tudo beeeem do princípio para as pessoas lerdas como eu poderem aprender e já tenho mais ou menos em mente o que farei nos projetos de adereço. Acho que no corselet de papel farei algo baseado nos quadros do Klimt. Aliás, na feira de livros da Carioca comprei três daqueles livros velhos da coleção Mestres da Pintura, que são muito usados nas aulas de história da arte lá da EBA, entre eles o do Klimt, por dez reais! E o Cidadela do Antoine de Saint-Exupéri em bom estado por oito reais. O livro veio assinado com o nome de William Nassir, o nome acompanhando o ano: 1966. Eu, ao contrário de muitas pessoas, adoro quando os livros comprados em sebos ou feiras vêm assinados e datados, ou com dedicatórias. Prefiro que eles tenham sua própria história em vez de vagarem perfeitamente conservados como seres atemporais. O amarelo das páginas tem sua graça e torna a leitura um pouco mais fácil pois não fere os olhos. Por isso também me agradam muito os livros da Cia. das Letras que são impressos num papel maleável e levemente amarelado.

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Para terminar só gostaria de comentar que minha história (pois é, eu tinha mandado) também não ficou entre as vinte escolhidas pelo concurso FNAC, porque era uma porcaria mesmo. Não que a idéia fosse ruim, a idéia era boa, mas estava muito mal desenhada, colorida e finalizada. Algo que eu não mostraria nem mesmo aqui. Tudo bem que eu nem ia mandar a história, o Murilo que sugeriu isso e eu acabei fazendo a arte toda em cima da hora e mandando. Portanto, resolvi cair dentro dos pastéis e aquarela e vou voltar a fazer histórias quando estiver desenhando direito.


Também gostaria de comentar que fui assistir La Bohéme no Theatro Municipal domingo passado e achei bastante decepcionante. A idéia de criar o cenário e o figurino a partir de pinturas do período que eram simultaneamente projetadas no fundo do palco foi muito interessante, mas não funcionou muito bem em alguns momentos porque o conjunto acabava ficando um pouco estranho (como quando Musetta aparece pela primeira vez) e em outros porque não foram recriados os mesmos contrastes das pinturas, o que empobrecia a composição (como quando Mimi usa o figurino azul com a sombrinha amarela). Também achei que faltou emoção em muitos momentos, como quando Mimi canta sua primeira ária (Mi chiamano Mimi). Eu não sei o que aconteceu, mas a voz da intérprete estava com um vibrato muito exagerado, que fez a música perder muito da sensibilidade e delicadeza que a melodia e o texto indicam. Ao longo do espetáculo esse problema foi diminuindo aos poucos. A cenas que mostravam os amigos juntos no apartamento me agradaram bastante, mas do resto eu esperava mais.

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Fiquei bastante tempo sem realmente escrever nada, mas estava me sentindo deprimida e quando isso acontece tenho o costume de achar que nada do que eu tenha a dizer interessa. Mas hoje escrevi. Vou tentar fotografar nessa semana os trabalhos de pastel e aquarela que fiz até agora.

Inté

Segunda-feira, Setembro 08, 2008

Nada não

Você sabe o que há de comum entre uma tesoura, uma régua e um abridor de latas? Não? Então leia esse texto.

Fiz um sketchbook canhoto para mim hoje.